quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A farsa da política no Brasil de Getúlio a Dilma

por Emanuel Cancella


Getúlio Vargas foi o presidente que industrializou o Brasil: criou a Petrobrás, Companhia Siderúrgica Nacional - CSN, Vale do Rio Doce, a Fábrica Nacional de Motores, etc. Introduziu no Brasil a CLT e os direitos dos trabalhadores, como férias e 13º salário.
 A mídia brasileira, na ocasião, também criou um clima de golpe com uma série de acusações contra o governo de Getúlio, que denominavam “Mar de Lama”. A pressão foi tão violenta que Getúlio Vargas, no dia 24/08/1954, suicidou-se com um tiro no peito,  para evitar o derramamento de sangue do povo, conforme carta testamento “Saio da vida para entrar na história”. Com isso, as elites brasileiras, com apoio da mídia e aliadas aos EUA, estancaram o ciclo desenvolvimentista do Brasil.
Depois do suicídio de Vargas, nada se falou do “Mar de Lama” que, na verdade, era uma grande farsa que tinha o objetivo concreto de destruir a era Vargas. Dez anos depois, em 1964, veio o golpe militar no Brasil, financiado pelos EUA e com apoio de o Globo, que durou 21 anos.
Depois, na década de 90, os dois  governos do PSDB de Fernando Henrique Cardoso deixaram como única herança a privatização de toda aquelas empresas criadas no governo de Getúlio Vargas. Tentaram, Globo e PSDB, privatizar a Petrobrás, mas só conseguiram quebrar o monopólio estatal do petróleo. Parte da saga entreguista de FHC e do PSDB é contada no livro Privataria Tucana.
De 2003 a 2015, dando continuidade a era Vargas, os quatro governos do PT fortaleceram a Petrobrás. Afastaram a ameaça de privatização, retomaram a indústria naval, destruída por FHC. Desenvolveram tecnologia inédita no mundo e descobriram o pré-sal. Com essa reserva de petróleo está garantido nosso abastecimento de derivados de petróleo, pelo menos nos próximos 50 anos. Só para se ter idéia da importância do pré-sal, os EUA só têm petróleo para os próximos 3 anos, por isso fomentam as guerras no mundo para se apoderar de petróleo alheio, como no caso do Iraque, Líbia, etc, e conspiram principalmente contra os governos da Venezuela e Brasil.
Agora, ao invés do “Mar de Lama” de Getúlio, temos contra Dilma e o PT a operação Lava Jato e as “Pedaladas”. Com essas armações e notícias negativas  veiculadas na mídia o tempo todo, contra o governo Dilma e a Petrobrás, tendo à frente principalmente a Lava Jato e a Globo, visam tão somente entregar nosso pré-sal para os gringos, principalmente os EUA. Toda a sociedade é a favor da prisão de corruptos e corruptores mas tem que valer para todos os escândalos: Zelotes, Swssileaks, Fifa e sonegação da Globo, a investigação não pode ser só na Petrobrás.  
Além dos royalties do petróleo do pré-sal disponibilizar 50% para a educação e 25% para a saúde, que já estarão sendo pagos em 2016, o pré-sal sozinho já está atingindo a produção de um milhão de barris/dia.
Vale lembrar que a Petrobrás, com os impostos que paga, financia 80% das principais obras do país, e o Brasil é o segundo parque de obras do planeta só perdendo para China. Nessas obras financiadas pela Petrobrás estão hidrelétricas e parques eólicos que produzem as chamadas energias limpas e renováveis.
Com o suicídio de Vargas, houve uma comoção nacional, será que só depois da entrega do nosso pré-sal, nosso passaporte do futuro, o povo brasileiro vai se sensibilizar contra essa farsa?     

Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). 

Rio de Janeiro, 26 de agosto de 2015 

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
          


    


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