Por Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindipetro-RJ e
ex-Coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.
A Petrobrás tem batido sucessivos record de lucros, fruto do trabalho
de seus empregados, o que lhe permite até pagar dividendos extraordinários aos
acionistas (13).
Mas a direção da Petrobrás não paga a dívida com o fundo de
pensão Petros. No Plano de Benefício Definido – BD, a responsabilidade por
déficits é da patrocinadora do fundo, que, no nosso caso, é a Petrobrás.
E quem paga são os trabalhadores: os petroleiros mesmo sem nunca terem sido gestor da Petros pagam, por
meio do PED (Plano de Equalização de Déficits), 40% de seus salários de forma
vitalícia. Alguns recebem contracheque zerado e, até 2019, dez petroleiros
tinham se suicidado (10,11,12).
Os petroleiros pagam o PED, rombo na Petros, desde 2019,
quando o então presidente Michel Temer decidiu que, a partir de seu governo, os
trabalhadores das estatais deveriam pagar por rombo no fundo de pensão no
exercício imediatamente posterior à constatação do déficit (2). Estava criado o
PED assassino.
Até então, nenhum trabalhador de estatal tinha pago por rombo
no fundo de pensão. Lembrando que os trabalhadores da Caixa Econômica Federal,
Correios e Petrobrás pagam por rombo no fundo de pensão (3).
Os sindicatos dos petroleiros foram à Justiça e conseguiram
310 liminares que impediam o desconto nos contracheques de dezenas de milhares
de petroleiros.
O ex-presidente Bolsonaro, com a promessa de indicar o então
presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, ao STF, conseguiu de
Noronha (4):
a suspensão de 310 liminares petroleiras (5), sem julgamento
do mérito, de forma monocrática, e impedindo novas liminares.
Noronha tirou da cadeia o Queiroz (6), administrador das
rachadinhas que envolvem o próprio Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle
(7,8).
Noronha ainda trancou a ação de Flávio Bolsonaro, cujo
gabinete deu origem às rachadinhas (9).
E Paulo Guedes, quando assessor de Bolsonaro, deu um rombo
bilionário nos fundos (14) (inclusive na Petros), com as graças da Lava Jato
(que investiga a Petrobrás) e da Greenfield (que investiga os fundos de
pensão).
Guedes, não foi preso, não paga nada pelo rombo bilionário que
deu e ainda recebeu de Bolsonaro o Ministério da Economia.
Em tempo – 1: estou suspenso no Facebook porque, segundo
eles, minha matéria não contempla os interesses da comunidade. Recorri ao MPF.
Assim como tenho sido suspenso sistematicamente pelo WhatsApp, por 24
horas. Entendo que qualquer matéria tem que ser respaldada
pela Constituição Federal de 1988, quanto ao direito à liberdade de
expressão. E quanto ao “interesse da comunidade”, estou me lixando (15)!
2 - A justiça, que tarda mas não falha, sustou por prescrição
a prisão e a multa de Cancella no processo que envolve Sergio Moro. Graças ao
trabalho e empenho do competente advogado Dr. André de Paula, auxiliado pelo
“rábula, mestre causídico” Eduardo Banks, João Engenheiro e Bárbara dos Santos,
que compõem sua banca, a pena e a multa foram extintas em 15/01/2026 (16).
Fonte: 1 - https://aciara.com.br/lucro-petrobras-cresce-96-8/
3 - https://monitormercantil.com.br/rombo-nos-fundos-de-pensao-aposentados-vao-para-a-justica/
4 - https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53358224
8 - https://noticias.uol.com.br/reportagens-especiais/ex-cunhada-implica-jair-bolsonaro/#cover
15 - https://emanuelcancella.blogspot.com/2024/09/emanuel-cancella-denuncia-ao-mpf-do.html
16 - https://drive.google.com/file/d/1826ef-r0hnF7vMbNT0L6S1wyBohemhkG/view
17 – Correção da matéria: https://chat.deepseek.com/a/chat/s/6afe978f-9712-484f-a3a6-4bd69e9f8d70
Rio de Janeiro 10 de agosto de 2026.
Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um
depósito diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo
abater no imposto de renda, elas estão listadas em
http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html
Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode
solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.
Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023,
pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar
Anhanguera.
Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor
do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP ,
ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra
Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em:
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/
(Esse relato pode ser reproduzido livremente)
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