Por Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindipetro-RJ e ex-Coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.
Os crimes contra a honra (injúria, calúnia e difamação) estão previstos no nosso Código Penal e foram recepcionados pela Constituição Federal de 1988.
Isso que Flávio fez contra Lula, acusando-o de narcotraficante, é crime. Como
foi acionado pela Justiça e não apresentou provas, tem que ser julgado,
condenado e ir para a cadeia.
A PF concluiu que Flávio Bolsonaro caluniou Lula ao atribuir-lhe crimes como
tráfico de drogas e lavagem de dinheiro (1).
Em junho, a PF concluiu que o senador cometeu crime de calúnia contra Lula. Em
3 de janeiro, Flávio publicou no X postagens associando Lula ao ex-presidente
da Venezuela, Nicolás Maduro (2).
A sociedade, em sua maioria, tomou conhecimento de que 39 kg de cocaína foram
encontrados no avião presidencial de Bolsonaro. O sargento da Aeronáutica que
foi preso com 39 kg de cocaína – quantidade considerada típica de tráfico – já
havia feito 7 viagens com cocaína no avião da FAB (3).
Apesar das evidências, ninguém saiu falando que Bolsonaro é traficante.
O próprio Flávio Bolsonaro deu a medalha Tiradentes a um miliciano preso (4).
O mesmo Flávio queria legalizar as milícias (5). Apesar de todas as evidências,
não se deve dizer que Flávio é miliciano.
Essa cultura foi introduzida em nosso país pela Lava Jato. A mais icônica foi a
do chefe dos procuradores da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, que
denunciou Lula sem provas, ilustrando com um PowerPoint.
O ex-juiz Sergio Moro aceitou a denúncia sem provas (16) e prendeu Lula. E, para que não pairem dúvidas sobre o conluio criminoso de ambos, Moro aceitou de Bolsonaro o Ministério da Justiça e a promessa de ser indicado ministro do STF (6).
Já pensou na situação do filho de Lula, o Lulinha, que foi acusado, sem nenhuma
prova, de receber mesada do Careca do INSS? A CPMI do INSS acabou, o Careca
está preso, e a denúncia contra o filho de Lula, que transitou em manchetes da
mídia tradicional, TV e redes sociais, não saiu nem no rodapé da mídia; mas
veja no vídeo anexo como a acusação do Lulinha se transformou numa fake news
(7).
Durante anos, espalharam que Lulinha era dono da Friboi, que tinha uma Ferrari
de ouro, um castelo e uma coleção de histórias mirabolantes que nunca se
sustentaram na realidade. Foram fake news repetidas à exaustão até virarem
“verdades” na bolha de quem queria acreditar.
Agora, a “acusação” é que ele tem uma amiga que teria recebido uma roupinha de cachorro de um personagem apelidado de “Careca do INSS”. É esse o novo escândalo (14)?
Precisamos punir com rigor os bandidos que usam mentiras para manchar a honra
das pessoas – seja o filho de Lula ou o filho de qualquer brasileiro.
Para que não lamentemos o suicídio como o do reitor da Universidade de Santa
Catarina, o saudoso Luiz Carlos Cancellier de Olivo, vítima de fake news (8).
Vítimas de fake news, os petroleiros pagam 40% de seu salário de forma
vitalícia; alguns recebem contracheque zerado e, até 2019, dez petroleiros
tinham se suicidado (9,10,11). Os petroleiros pagam por um rombo no fundo de
pensão. Mesmo que eles quisessem dar um rombo na Petros, não poderiam, pois não
são gestores da Petros.
E isso prova que o que fazem com os petroleiros não passa de uma grande
armação.
E Paulo Guedes, quando assessor de Bolsonaro, deu um rombo bilionário nos fundos (12) (inclusive na Petros), com as graças da Lava Jato (que investiga a Petrobrás) e da Greenfield (que investiga os fundos de pensão).
Não foi preso, não paga nada pelo rombo bilionário e ainda recebeu de Bolsonaro
o Ministério da Economia.
Em tempo: A justiça, que tarda mas não falha, sustou por
prescrição a prisão e a multa de Cancella no processo que envolve Sergio Moro.
Graças ao trabalho e empenho do competente advogado Dr. André de Paula,
auxiliado pelo “rábula, mestre causídico” Eduardo Banks, João Engenheiro e
Bárbara dos Santos, que compõem sua banca, a pena e a multa foram extintas em
15/01/2026 (13).
2 - https://www.google.com/search?q=%2F&rlz=1C1OZZY_enBR1184BR1184&sourceid=chrome&ie=UTF-8
3 - https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2021/05/31/sargento-cocaina-fab.htm
6 - https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/12/politica/1557677235_562717.html
7 - https://www.instagram.com/reels/DV_vIw3EXpl/
13 - https://drive.google.com/file/d/1826ef-r0hnF7vMbNT0L6S1wyBohemhkG/view
14 - https://www.instagram.com/p/DVRkXn1gNkA/
15 – Correção da matéria: https://chat.deepseek.com/a/chat/s/967a245f-a7d6-470e-b878-faec98062983
16 - https://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-temos-provas-mas-conviccao-o-powerpoint-de-dallagnol-nos-jogou-de-vez-no-paraguai-por-kiko-nogueira/
Rio de Janeiro 29 de
julho de 2026.
Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um
depósito diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo
abater no imposto de renda, elas estão listadas em
http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html
Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode
solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.
Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023,
pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar
Anhanguera.
Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor
do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP ,
ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra
Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em:
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/
(Esse relato pode ser reproduzido livremente)
Meus endereços eletrônicos:
http://emanuelcancella.blogspot.com.