Por Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindipetro-RJ e ex-Coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.
Mais uma vez, quando distribuia a matéria, hoje, (18) por volta das 20h30 estou fora do whatsapp para analise por 24h!
Cobrar da direção da Petrobrás a relação dos dez, com nome, foto, matrícula e órgão de lotação, e quantos, até hoje, já se suicidaram.
A direção da Petrobrás tenta esconder essas tragédias com medo de evidenciar o
fracasso de sua gestão em relação aos trabalhadores. Gestão que privilegia os
acionistas e leva o petroleiro ao suicídio!
Vamos contar os últimos momentos como os do Sr. Carlos, da
RLAM:
“Carlos* era um dos trabalhadores responsáveis pela RLAM. Trabalhou na área de
manutenção e estava aposentado. Estava inscrito na Fundação Petrobras de
Seguridade Social, a Petros.
A mudança trabalhista afetou diretamente sua aposentadoria e, com ela, vieram o
desespero e a depressão diante da situação de sua própria família.
Humilhado após décadas de serviços prestados a uma das refinarias históricas da
Petrobras, Carlos* deixou uma carta de despedida para as pessoas mais próximas,
com todas as informações. Culpou os cortes na Petros pelo seu ato final.
Foi para as dunas de Stella Mares, na costa de Salvador, e se envenenou” (1).
Vale lembrar que os petroleiros pagam 40% do salário de forma
vitalícia, mesmo que nunca tenham sido gestores da Petros. Alguns recebem
contracheque zerado e, até 2019, dez petroleiros já tinham se suicidado
(3,4,5).
Os acionistas, que recebem dividendos extraordinários fruto do trabalho dos
petroleiros – os mesmos trabalhadores que fazem a empresa bater sucessivos
recordes de lucro –, estão se lixando para a vida dos petroleiros.
Precisamos ir além da resenha: temos que mostrar o rosto
desses petroleiros, onde trabalhavam, como estão vivendo suas famílias!
Juro para vocês: toda vez que leio a história do Sr. Carlos, da RLAM, eu choro.
Essa também é a minha história e a de muitos petroleiros. Trabalhei com muito orgulho por 42 anos na Petrobrás. Quando ingressei na Replan, em 10/07/1974, encontrei uma ficha do sindicato e o documento da Petros.
Como o documento da Petros era muito extenso, pedi ao representante do RH para
levá-lo para casa e devolvê-lo no dia seguinte. Fui comunicado pelo RH de que
eu só ingressaria na Petrobrás quando assinasse o documento. Quanto aos
descontos da Petros, eles já vinham em meu contracheque.
São esses fatos que levaram nossos colegas ao suicídio. Vamos
rezar pelos nossos companheiros e, em nome deles, vamos cobrar da Petrobrás o
que é nosso por direito!
2 – Correção da matéria:
Rio de Janeiro 18 de julho de 2026.
Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um
depósito diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo
abater no imposto de renda, elas estão listadas em
http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html
Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode
solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.
Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023,
pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar
Anhanguera.
Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor
do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP ,
ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra
Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em:
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/
(Esse relato pode ser reproduzido livremente)
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