Betinho, do Fome Zero, dizia: “Quem tem fome tem pressa.” Os
trabalhadores da jornada 6x1 clamam, como na música dos Titãs:
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer
Creio que o fim da jornada 6x1, conquistado no governo Lula,
é histórico e se compara ao 13º salário e às férias remuneradas!
Idealizador do movimento: Rick Azevedo, criador do Vida Além
do Trabalho (VAT), que iniciou a mobilização nas redes sociais em 2023 (2).
Autora da PEC 8/2025: a deputada federal Erika Hilton
(PSOL-SP), que apresentou a Proposta de Emenda à Constituição transformando o
clamor popular em texto legislativo na Câmara dos Deputados (2).
Autor da PEC 221/2019: o deputado federal Reginaldo Lopes
(PT-MG), cujo projeto anterior sobre a redução da jornada de trabalho foi
apensado ao processo que resultou na aprovação (2).
O candidato derrotado Flávio Bolsonaro mentiu mais uma vez e,
diante da pressão popular, falou que votaria na proposta no Senado; em seguida,
acertou com empresários que, se fosse eleito, alteraria a proposta e colocaria
a jornada de trabalho em livre negociação entre patrão e empregado.
Para quem conhece a relação trabalhista, essa negociação
direta entre patrões e empregados é o pior dos mundos (3).
Felizmente, venceu a proposta do fim da jornada 6x1, e os
trabalhadores do comércio em geral terão direito a duas folgas semanais,
incluindo o domingo!
Fica aqui o reconhecimento a empresários que, mesmo antes da
aprovação da proposta, já estavam aplicando o 5x2.
1. Empresários e marcas que adotaram ou apoiaram a escala 5x2
antes da PEC
Caito Maia (Chilli Beans): o fundador da rede de óculos
escuros e acessórios manifestou apoio público à mudança e implementou a escala
5x2 em 280 lojas de sua rede varejista antes da aprovação da lei.
Felipe Neto: o empresário e criador de conteúdo foi uma das
vozes mais ativas na defesa do fim da escala 6x1, aplicando regimes mais
flexíveis e folgas estendidas em suas próprias empresas de mídia e tecnologia.
Grupo DPSP (Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo): um dos
maiores conglomerados farmacêuticos do país (setor tradicionalmente dependente
do regime 6x1), o grupo iniciou a transição antecipada de suas equipes de loja,
relatando ganhos significativos na retenção de talentos.
Rede H&M (no Brasil): a gigante varejista de moda de
origem sueca já estruturou suas operações em solo brasileiro com o formato 5x2
em filiais de São Paulo e centros logísticos em Extrema (MG), bem antes da
promulgação da emenda.
Setor de hotelaria de luxo (Copacabana Palace e Palácio
Tangará):
O Copacabana Palace (RJ) alterou a escala para 90% dos seus
cerca de 600 funcionários.
O Palácio Tangará (SP) fez um aporte anual estimado em R$ 2
milhões para contratar 27 novos colaboradores, saltando de 65 para 104 folgas
anuais por trabalhador antes da PEC.
Vale: a mineradora multinacional se antecipou ao Congresso,
abolindo a escala 6x1 e migrando cerca de 56 mil funcionários para a jornada
5x2 de 40 horas semanais.
Loggi: a gigante do setor de logística testou a escala de
cinco dias trabalhados em seus turnos no centro de distribuição de Cajamar
(SP). O resultado prático foi a queda na taxa de absenteísmo (faltas) de 12%
para 8%.
2. Casos que foram além: da 6x1 direto para a semana de 4
dias (4x3)
Além da escala 5x2, algumas empresas brasileiras participaram
de projetos-piloto globais coordenados pela organização 4 Day Week Global, em
parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Elas adotaram o modelo de 4 dias
de trabalho por 3 de folga (sem redução de salário):
Empresa | Setor | Impacto relatado
CNC aciona STF para adiar fim da escala 6x1
Confederação pede que a primeira etapa da transição gradual
para a nova escala de trabalho seja adiada para o ano que vem (1).
Vai ser o primeiro Natal e Ano Novo que o trabalhador da 6x1
vai poder curtir com a família e os amigos. CNC, vocês não vão querer estragar
a festa da rapaziada!
Em tempo: se você gostou desta matéria, divulgue, pois os
donos dos aplicativos nas redes sociais me colocaram numa bolha e fico falando
para meia dúzia das mesmas pessoas! Você pode furar essa bolha!
Fonte: 1 - https://www.infomoney.com.br/politica/cnc-aciona-stf-para-adiar-fim-da-escala-6x1/
4 – Correção da matéria: https://chat.deepseek.com/a/chat/s/3e0b95a0-56e9-4fbd-9240-23637aac82b7
Rio de Janeiro 04 de novembro de 2026.
Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um
depósito diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo
abater no imposto de renda, elas estão listadas em
http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html
Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode
solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.
Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023,
pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar
Anhanguera.
Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor
do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP ,
ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra
Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em:
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/
(Esse relato pode ser reproduzido livremente)
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