Por Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindipetro-RJ e ex-coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.
Fazer greve na Petrobrás sem parar os poços nas plataformas,
sem reduzir o refino e o abastecimento nos terminais, e sem trancaços nos
prédios administrativos não é suficiente. Quem perde é o trabalhador, com o
pagamento dos dias parados e punições como desimplante.
Informe do Sindipetro-RJ, 02-01-26: infelizmente, não foi
possível reverter o ataque que a Petrobrás fez contra os trabalhadores
offshore, que foram desimplantados sem negociação com o Sindicato.
Segundo a estatal, as paralisações não trouxeram impacto à
produção nem ao abastecimento. A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) foi a
última a assinar o acordo, que teve quatro versões (2).
Eu avisei no início da greve: a greve nacional da Petrobrás
só seria um sucesso com a parada da produção e o trancaço dos prédios
administrativos (3)!
Aqui no Rio, a base do Sindipetro-RJ interrompia o
carregamento dos navios no Terminal da Ilha do Governador e realizava trancaços
nos prédios administrativos.
O Sindipetro-RJ, que até 2006 englobava o Norte Fluminense —
incluindo a Bacia de Campos —, durante as greves realizava a parada de produção
nos poços das plataformas.
Não basta apenas retirar o efetivo das refinarias,
plataformas e terminais: é preciso parar a produção. A empresa tem que sentir
no bolso o peso da greve.
A direção da Petrobrás certamente já tem à sua disposição um
batalhão de fura-greves, que, na verdade, se locupletam com a nossa greve. Nos
prédios administrativos, é fundamental haver trancaço para impedir a atuação
desses fura-greves.
Durante a greve, as assembleias acontecem pela manhã,
avaliando o movimento nas unidades de refino, terminais e prédios
administrativos. Nessas assembleias, devem ser aprovados os trancaços, a parada
de produção e o não abastecimento dos navios (3)!
A direção do Sindipetro-RJ, que até 2006 dirigia também o
Norte Fluminense (NF), parava a produção nas plataformas, não abastecia os
navios no terminal do DTSE Ilha e realizava trancaços nos prédios
administrativos. Rio e NF eram um único sindicato.
Muitos operadores que pararam a produção no NF e não
abasteciam navios, principalmente no DTSE – Ilha, estão hoje pagando o PED
assassino, assim como muitos petroleiros que participaram dos trancaços nos
prédios administrativos do Rio.
Lembrando que o Sindipetro-RJ saiu da FUP em 2006 por
discordar da Repactuação, eu, Emanuel Cancella, tive a honra de coordenar a
FNP.
O PED assassino: no plano Petros Benefício Definido (BD), os
déficits, tem que ser pago pela patrocinadora do plano — no nosso caso, a
Petrobrás.
Lamentavelmente, o Fórum Petros, do qual fazem parte a FUP e
a FNP, defendeu em 2025 a Nova Repactuação: a mudança do Plano Petros BD para
um plano de concepção Contribuição Definida (CD), retirando da Petrobrás a
responsabilidade pelos déficits.
Hoje, por conta do PED assassino, petroleiros estão pagando
até 40% do salário de forma vitalícia. Alguns recebem contracheque zerado e,
até 2019, dez petroleiros haviam se suicidado (4,5,6).
Até 2019, os petroleiros tinham o melhor Acordo Coletivo de
Trabalho (ACT) entre os trabalhadores brasileiros: aumento real, abono, PLR, Benefício
Farmácia, além de cerca de 3 mil petroleiros do Sistema Petrobrás
readmitidos/reintegrados.
É preciso lembrar aos companheiros da ativa que estão
vinculados ao plano de Contribuição Definida (CD) que, se no futuro houver
déficits na Petros, suas aposentadorias estarão comprometidas, assim como
ocorre hoje com os atuais aposentados.
Em tempo:
estou suspenso no Facebook porque, segundo eles, minha matéria não contempla os
interesses da comunidade. Recorri ao MPF. Entendo que qualquer matéria tem que
ser respaldada pela Constituição Federal de 1988, quanto ao direito
à liberdade de expressão. E quanto ao “interesse da comunidade”, estou me
lixando (7)!
Fonte: 1 - https://sindipetro.org.br/atencao-desimplantados/
3 - https://emanuelcancella.blogspot.com/2025/12/a-greve-nacional-da-petrobras-ja-e-um.html?m=1
5 -
https://diariodopoder.com.br/politica/equacionamento-do-petros-faz-beneficiarios-pagarem-ate-40-do-salario
7 - https://emanuelcancella.blogspot.com/2024/09/emanuel-cancella-denuncia-ao-mpf-do.html
Rio de Janeiro 02 de janeiro de 2026.
Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um depósito
diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo abater no
imposto de renda, elas estão listadas em
http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html
Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode
solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.
Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023,
pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar
Anhanguera.
Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor
do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP ,
ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra
Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em:
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/
(Esse relato pode ser reproduzido livremente)
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