por Emanuel Cancella
Bolsonaro queria
entregar os fundos de pensão dos trabalhadores para os bancos. A transferência
atende a interesses privados e entregaria ao sistema financeiro e seguradoras
mais de R$ 1 trilhão, oriundos de 290 fundos de pensão (2).
Vale lembrar que Paulo Guedes causou um rombo
bilionário nos fundos de pensão das estatais enquanto assessor de Bolsonaro.
E, com a omissão criminosa da Lava Jato — que investiga a Petrobras — e da
Operação Greenfield — que investiga os fundos de pensão — Guedes não foi preso
nem responsabilizado financeiramente. Pelo contrário, foi premiado por
Bolsonaro com o Ministério da Economia (3).
O “superministro” de Jair Bolsonaro captou ao menos R$
1 bilhão dessas entidades em seis anos. Ele é investigado ainda por suposta
emissão e negociação de títulos sem lastro ou garantias, ao negociar, obter e
investir recursos de sete fundos.
Entre as entidades estão: Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef
(Caixa), Postalis (Correios), além do BNDESPar — braço de investimentos do
BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) (16).
Ironicamente, os trabalhadores dos Correios, Caixa
Econômica Federal e Petrobras, cujo fundo de pensão foi arrombado por Paulo
Guedes, pagam pelo rombo no fundo de pensão (17).
Quando enfrentei Sergio Moro, escrevi um livro lançado
em 2017: "A outra face de Sergio Moro –
Acobertando os tucanos e entregando a Petrobrás".
Fui intimado pelo MPF na véspera do lançamento, mas o livro saiu (4).
Em 2016, denunciei a Lava Jato ao MPF por omissão à
gestão criminosa de Pedro Parente e FHC na Petrobras. Até hoje, sem resposta.
Veja denúncia na íntegra (5).
O fato é que, segundo o Clube de Engenharia, a Lava
Jato, chefiada pelo ex-juiz Sergio Moro, destruiu as construtoras brasileiras
para entregar as obras do país aos EUA (6).
A operação Lava Jato destruiu 4,4 milhões de empregos, segundo o Dieese (7).
A Lava Jato também destruiu a indústria naval brasileira, segundo os
jornalistas Luis Nassif e Miguel do Rosário (8).
E, segundo o cientista político saudoso Moniz
Bandeira, em entrevista ao Jornal do Brasil em 2016, “Moro trabalha para os EUA
contra o Brasil” (9).
O STF condenou Moro por suspeição na perseguição ao ex-presidente Lula (10).
Fui condenado, a pedido do ex-juiz Sergio Moro, por
crime de calúnia e possíveis ofensas. Recorri da sentença (11).
Agora, enfrento o PED assassino.
Mesmo sem nunca termos sido gestores do fundo de pensão Petros, pagamos pelo
rombo: 40% do salário de forma vitalícia. Alguns petroleiros recebem
contracheques zerados e, até 2019, dez petroleiros haviam se suicidado (12, 13,
14).
Chegamos a conseguir na Justiça 310 liminares que
impediam o desconto nos salários de dezenas de milhares de petroleiros, mas
todas foram suspensas sem julgamento de mérito, o que também impediu novas
liminares.
Vale lembrar: Moro prendeu Lula com claro intuito de beneficiar Bolsonaro, sendo recompensado com o Ministério da Justiça e a promessa de indicação ao STF.
João Otávio de Noronha, então presidente do STJ, que suspendeu as 310 liminares
dos petroleiros, também tinha a promessa de ser indicado ao STF. No mínimo,
suspeita a atitude (15,19).
Mas o que chama atenção no PED assassino é o silêncio
das lideranças petroleiras. Grande parte está focada nos cargos da empresa,
cujo passaporte é a FUP.
Não tenho nada contra sindicalistas ocuparem cargos na empresa — muito pelo
contrário —, mas deveria haver um código de conduta, um compromisso com a
categoria.
No passado, a FNP era contra a Repactuação; agora é a
favor. A turma da Repactuação está de volta — a novidade é a FNP.
Nós queremos resgatar nossos direitos. Pagamos e
continuamos pagando caro à Petros pelo plano BD (Benefício Definido), que
garante que os déficits, ou rombos no fundo de pensão, serão de
responsabilidade da patrocinadora do plano — no nosso caso, a Petrobras.
Além disso, a Petrobras, fruto do trabalho da
categoria, bate sucessivos recordes de lucro, o que permite pagar dividendos
polpudos aos acionistas. Parte desse lucro deveria ser usada para saldar o
déficit do plano.
No passado, a Varig deu calote nos trabalhadores, mas
a empresa estava em estado falimentar — não é o caso da Petrobras (1)!
Os aposentados do INSS, fraudados em seus proventos,
além de terem os descontos sustados pelo governo, estão recebendo o dinheiro de
volta. E os petroleiros e petroleiras?
"O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons." Martin Luther King
Em Tempo: estou suspenso no Facebook por que segundo eles
minha matéria não contempla interesses de sua comunidade. Recorri ao MPF,
entendo que qualquer materia não pode ferir a CF de 88, quanto ao interesse da
comunidade estou me lixando (18)!
Fonte: 1 - https://www.youtube.com/watch?v=f1-7nfjfF7E
4 - https://www.blogger.com/blog/post/edit/2201420444155051389/8456983491832350659
8 - https://www.ocafezinho.com/2017/04/03/lava-jato-destruiu-industria-naval-brasileira/
10 - https://www.conjur.com.br/2021-jun-23/moro-suspeito-julgar-lula-decide-stf-votos/
11 - https://www.blogger.com/blog/post/edit/2201420444155051389/7066150848666022589
12 -
https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-08/petrobras-aprova-pagamento-de-dividendos-acionistas#:~:text=O%20Conselho%20de%20Administra%C3%A7%C3%A3o%20da,declarada%20com%20base%20no%20balan%C3%A7o
13 -
https://7www.diariodocentrodomundo.com.br/assedio-dor-e-suicidio-o-inferno-dos-petroleiros-que-dedicaram-a-vida-a-petrobras-por-pedro-zambarda/
18 - https://emanuelcancella.blogspot.com/2024/09/emanuel-cancella-denuncia-ao-mpf-do.html
19 - - https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53358224
Rio de Janeiro 27 de agosto de 2025.
Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um depósito
diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo abater no
imposto de renda, elas estão listadas em
http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html
Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode
solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.
Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023,
pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar
Anhanguera.
Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor
do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP ,
ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra
Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em:
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/
(Esse relato pode ser reproduzido livremente)
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