quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Bolsonaro quer transformar o sonho dos brasileiros do pré-sal em pesadelo!


por Emanuel Cancella

Veja o vídeo desta matéria em: https://www.youtube.com/watch?v=r_duis6GXEM


Resultado de imagem para petrobrás e o oscar

Na década de 40/50, o Brasil conheceu seu maior movimento cívico, O petróleo é Nosso!, que uniu civis e militares, comunistas e conservadores. 

Muita gente foi perseguida, presa e morta nessa campanha, que resultou na Petrobrás e no monopólio estatal do petróleo. E o petróleo naquela época era um sonho.

A Petrobrás, nos 66 anos de existência, abasteceu de combustível todo o país ininterruptamente.    

A Empresa, em 2010, encantou o mundo realizando a maior capitalização do planeta em todos os tempos: “Em 2010, a estatal levantou R$ 120,36 bilhões, o equivalente a cerca de US$ 70 bilhões, através da emissão de 4,27 bilhões de novas ações, vendidas nas bolsas de valores de São Paulo e Nova York, nos EUA” (1).

Em 2015, a Petrobrás ganhou em Houston pela 3ª vez o prêmio OTC, considerado o “Oscar” da indústria do petróleo (2).

O prêmio foi pelo desenvolvimento de tecnologia inédita no mundo que permitiu a descoberta do pré-sal.  

A mesma Petrobrás que encantou o mundo enfrentou no Brasil inimigos poderosos como o governo de FHC que tentou privatizar a Petrobrás, na década de 90, sem sucesso, e com apoio da Globo.

A Globo em campanha na mídia então comparava a Petrobrás a um paquiderme e chamava os petroleiros de marajás. FHC além de entreguista desrespeitou a memória do pai (Leônidas Fernandes Cardoso) e do tio (Felicíssimo Cardoso), generais articuladores da exitosa campanha do petróleo (7).

A Globo, mesmo derrotada, em dezembro de 2015, publicou em editorial: O pré-sal pode ser patrimônio inútil (3).

A Petrobrás enfrenta desde 2015 a Lava Jato, chefiada pelo então juiz Sérgio Moro que, dizendo combater a corrupção, conforme documentário anexo, destruiu a economia nacional em poucos meses (4).

A Lava Jato, chefiada pelo então juiz Sérgio Moro, destruiu a indústria naval, onde a construção de navios e plataformas gerava, no Brasil, vultosos investimentos, arrecadação de impostos, e milhões de empregos e renda, durante décadas, principalmente para atender ao pré-sal. Pois resultante da dita campanha de combate à corrupção, agora os navios e plataformas passaram a ser construídos no exterior, gerando emprego e renda para os gringos (6).   

Já o presidente Bolsonaro fazendo jus ao título de “Minto”, pois quando deputado disse que FHC tinha que ser fuzilado por vender a Vale do Rio Doce e nossas reservas petrolíferas, e hoje faz pior (10).

E a farsa da campanha de combate à corrupção atingiu também os petroleiros, ativos e aposentados que estão pagando, no mínimo 13% de seus salários, e por 18 anos, por um rombo na Petros. Isso sem nunca terem sido gestores do Fundo e sem uma auditoria que comprovasse esse rombo.

E o ministro Paulo Guedes, junto com Esteves Colnago seu assessor, quem realmente montou uma quadrilha que deu rombo de R$ 6.5 BI nos fundos de pensão das estatais, incluindo a Petros, isto quando assessor de Bolsonaro (11,12).

Pasmem! Paulo Guedes, com a omissão da Lava Jato, então chefiada por Moro, e a operação Geenfield, não está preso, e nem pagando o rombo que deu nos Fundos e ainda recebeu de Bolsonaro o ministério da Economia.

Bolsonaro, quando se sente em aperto, corre para o médico, talvez diante da greve dos petroleiros (Com ampla aprovação nas assembleias, a GREVE por tempo indeterminado no Sistema Petrobrás terá início no primeiro minuto de sábado (01/02);

Hoje, 30, Bolsonaro se internou-se para cirurgia num hospital militar, sempre com ampla cobertura midiática buscando a solidariedade popular (8).

Com certeza que a mídia, principalmente a Globo, vai mostrar Bolsonaro no hospital o tempo todo.

A mesma Globo que vazou criminosamente, durante 5 anos, quase que diariamente, delações premiadas com claro intuito de manchar a imagem da Petrobrás e dos petroleiros, não mostra os 600 demitidos da privatizada BR Distribuidora e os que ficam tem que optar entre a diminuição do salario ou a demissão. 

A mídia esconde da sociedade quantos companheiros nossos já adoeceram, muitos morreram indignados com o desmonte criminoso da Petrobrás e o inédito desconto no salário e a pecha de ladrão por um rombo que outros operaram (9)!


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Rio de Janeiro, 30  de Janeiro de 2020. 

  Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em: 
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 OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação. 

(Esse relato pode ser reproduzido livremente)

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