Por Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindipetro-RJ e
ex-Coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.
Na reeleição de Dilma, na véspera da votação, saiu da Lava Jato o vazamento de delação na capa da revista Veja, do doleiro Alberto Youssef, de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás.
O próprio advogado do doleiro negou a denúncia. O TSE proibiu a mídia, principalmente a Veja, que, com a certeza da impunidade, divulgou a mentira (2).
E Dilma, mesmo assim, se reelegeu. Depois, na tentativa de barrar o impeachment da ex-presidenta, Lula tentou ser ministro de Dilma, no que foi barrado pelo ex-juiz Sergio Moro:
Moro escondeu gravações para impedir a posse de Lula como ministro de Dilma em 2016. Diálogos omitidos do ex-presidente contrariam a hipótese de obstrução de Justiça, construída por Moro à época (3).
E Dilma, segundo o ministro do STF Luís Barroso, foi vítima de um golpe e, segundo juristas, Dilma não cometeu nenhum crime (5,6).
O mesmo Moro que prendeu Lula sem provas (18), num claro intuito de beneficiar Bolsonaro.
E, para que não paire dúvida do conluio criminoso de ambos, Moro recebeu de Bolsonaro o ministério da Justiça e a promessa de ser indicado ministro do STF (4). "Estarrecedor".
"Execrável". "Deprimente". Esses foram alguns dos termos usados por ativistas de direitos humanos ao comentarem a homenagem feita pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ao coronel Brilhante Ustra, o primeiro militar reconhecido pela Justiça brasileira como torturador.
A menção foi feita durante a votação no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, ocorrida na noite de domingo na Câmara dos Deputados (7).
Em 2018, Dilma, segundo o Ibope e o Datafolha, tinha uma cadeira garantida ao Senado por Minas Gerais.
Foi então que entrou em cena o ex-juiz Sergio Moro. A seis dias da eleição, ele vazou uma delação do ex-ministro Antonio Palocci, que havia sido rejeitada pelo MPF por falta de provas e foi considerada inventada, segundo o delegado da Polícia Federal, Marcelo Feres Daher (8,9).
Como resultado, Dilma, que tinha uma cadeira garantida no Senado por Minas Gerais, segundo o Ibope e o Datafolha, aparecia com 23% dos votos válidos. Rodrigo Pacheco (DEM) tinha 15%. Em seguida, aparecem Carlos Viana (PHS) com 14% e Dinis Pinheiro (SD) com 12%. Os três últimos estão tecnicamente empatados — não é possível saber quem será eleito para a segunda vaga do Senado (10).
Eduardo Cunha não apenas reivindica o papel central na queda
de Dilma Rousseff, mas se coloca como o principal responsável por retirar o PT
do poder e abrir caminho para a ascensão da direita e do bolsonarismo na
política nacional (19).
Hoje, olhando pelo retrovisor: Bolsonaro está inelegível e em prisão domiciliar.
Eduardo Cunha saiu da cadeia, mas, mesmo sem mandato parlamentar, está envolvido no Orçamento Secreto, julgado inconstitucional pelo STF e considerado o maior crime de corrupção do país (15).
Vale lembrar que Eduardo Cunha foi preso depois de ser xingado dentro do aeroporto Santos Dumont, no RJ, por uma senhora que, aos gritos de "Pega, ladrão!", lhe aplicou boas chineladas (14)!
Já os chefes da Lava Jato: Moro foi condenado pelo STF por suspeição e perseguição ao ex-presidente Lula (11).
E o chefe dos procuradores da Lava Jato, Deltan Dallagnol, foi condenado a pagar multa a Lula por conta do PowerPoint (12) e teve o mandato de deputado federal cassado por unanimidade (13).
E Dilma Rousseff, presidente do banco do Brics, um dos bancos
mais poderosos do mundo! O mundo não gira, ele capota.
Em tempo: A justiça, que tarda
mas não falha, sustou por prescrição a prisão e a multa de Cancella no processo
que envolve Sergio Moro. Graças ao trabalho e empenho do competente advogado
Dr. André de Paula, auxiliado pelo “rábula, mestre causídico” Eduardo Banks,
João Engenheiro e Bárbara dos Santos, que compõem sua banca, a pena e a multa
foram extintas em 15/01/2026 (17).
Fonte: 1 - https://www.conjur.com.br/2022-jan-28/veja-lava-jato-construiu-escandalo-brecar-dilma/
4 - https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/12/politica/1557677235_562717.html
5 - https://www.brasil247.com/brasil/barroso-admite-que-dilma-foi-vitima-de-um-golpe-de-estado/
7 - https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160415_bolsonaro_ongs_oab_mdb
8 - https://www.brasil247.com/poder/a-seis-dias-da-eleicao-moro-libera-delacao-de-palocci/
9 - https://www.conjur.com.br/2020-ago-16/delegado-pf-mostra-delacao-palocci-foi-inventada/
11 - https://www.conjur.com.br/2021-jun-23/moro-suspeito-julgar-lula-decide-stf-votos/
16 – Correção da matéria: https://chat.deepseek.com/a/chat/s/c178ef0c-f8c9-48bf-9108-90cb21e88e20
17 - https://drive.google.com/file/d/1826ef-r0hnF7vMbNT0L6S1wyBohemhkG/view?usp=sharing
18 - https://www.diariodocentrodomundo.com.br/nao-temos-provas-mas-conviccao-o-powerpoint-de-dallagnol-nos-jogou-de-vez-no-paraguai-por-kiko-nogueira/#google_vignette
Rio de Janeiro 23 de julho de 2026.
Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um
depósito diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo
abater no imposto de renda, elas estão listadas em
http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html
Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode
solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.
Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023,
pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar
Anhanguera.
Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor
do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP ,
ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra
Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em:
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/
(Esse relato pode ser reproduzido livremente)
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