Por Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindipetro-RJ e ex-Coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.
No Primeiro de Maio, a luta pelo fim da jornada 6x1 foi exaltada como a principal bandeira do Dia do Trabalhador.
O partido de Flávio Bolsonaro, o PL, trava o fim da 6x1 e
defende o trabalho "até a exaustão". O deputado Marco Feliciano
chamou a proposta de "excrescência", atacou a redução da jornada e
anunciou obstrução na CCJ (1).
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) propôs uma emenda
à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6x1,
defendendo que o governo federal ofereça compensações financeiras às empresas
para cobrir os custos da mudança. Essa proposta foi apelidada por críticos de
"Bolsa Patrão" (2).
Há muitos anos, o trabalhador ergueu a bandeira da redução da jornada de trabalho sem redução dos salários. É um absurdo que, com o advento de novas tecnologias, o trabalhador continue com a mesma jornada.
Os bancos não
diminuíram a jornada; diminuíram drasticamente o número de agencias, e de trabalhadores.
Introduziram o banco virtual, quase sem trabalhadores. A pressão da elite
brasileira contra o fim da jornada 6x1 tem a mesma intensidade daquela contra a
criação do 13º salário, das férias remuneradas, da aposentadoria, etc.
As mulheres são as maiores vítimas do 6x1, pois têm dupla
jornada.
Precisamos intensificar a luta pela importância da CLT, que
ficou fragilizada nas sucessivas reformas trabalhistas. Depois de Getúlio
Vargas, nenhuma reforma trabalhista foi feita para agregar direitos ao
trabalhador; só para suprimir.
Precisamos convencer os trabalhadores do iFood e da Uber da importância da CLT e dos direitos trabalhistas, pois muitos deles se acham empreendedores. Aliás, foi a extrema direita que introduziu esse tipo de trabalho (uberização) e não temos dúvidas de que veio para ficar.
Mas esses
trabalhadores precisam da carteira assinada, de férias, de 13º salário, de
aposentadoria e da diminuição da jornada – a maioria trabalha todos os dias.
A elite brasileira introduziu a escravidão. Libertamos os
escravos, mas a jornada 6x1 é um resquício da escravidão. Acorda, trabalhador!
Fonte: 1 - https://iclnoticias.com.br/partido-de-flavio-defende-trabalho-ate-exaustao/
Rio de Janeiro 01 de maio de 2026.
Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um
depósito diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo
abater no imposto de renda, elas estão listadas em
http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html
Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode
solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.
Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023,
pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar
Anhanguera.
Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor
do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP ,
ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra
Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em:
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/
(Esse relato pode ser reproduzido livremente)
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