quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Confederação Nacional do Comércio (CNC): Os trabalhadores não querem só trabalho, segundo os Titãs: querem comida, diversão e arte!

Por Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindipetro-RJ e ex-Coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.

Betinho, do Fome Zero, dizia: “Quem tem fome tem pressa.” Os trabalhadores da jornada 6x1 clamam, como na música dos Titãs:

A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer

Creio que o fim da jornada 6x1, conquistado no governo Lula, é histórico e se compara ao 13º salário e às férias remuneradas!

Idealizador do movimento: Rick Azevedo, criador do Vida Além do Trabalho (VAT), que iniciou a mobilização nas redes sociais em 2023 (2).

Autora da PEC 8/2025: a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que apresentou a Proposta de Emenda à Constituição transformando o clamor popular em texto legislativo na Câmara dos Deputados (2).

Autor da PEC 221/2019: o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), cujo projeto anterior sobre a redução da jornada de trabalho foi apensado ao processo que resultou na aprovação (2).

O candidato derrotado Flávio Bolsonaro mentiu mais uma vez e, diante da pressão popular, falou que votaria na proposta no Senado; em seguida, acertou com empresários que, se fosse eleito, alteraria a proposta e colocaria a jornada de trabalho em livre negociação entre patrão e empregado.

Para quem conhece a relação trabalhista, essa negociação direta entre patrões e empregados é o pior dos mundos (3).

Felizmente, venceu a proposta do fim da jornada 6x1, e os trabalhadores do comércio em geral terão direito a duas folgas semanais, incluindo o domingo!

Fica aqui o reconhecimento a empresários que, mesmo antes da aprovação da proposta, já estavam aplicando o 5x2.

1. Empresários e marcas que adotaram ou apoiaram a escala 5x2 antes da PEC

Caito Maia (Chilli Beans): o fundador da rede de óculos escuros e acessórios manifestou apoio público à mudança e implementou a escala 5x2 em 280 lojas de sua rede varejista antes da aprovação da lei.

Felipe Neto: o empresário e criador de conteúdo foi uma das vozes mais ativas na defesa do fim da escala 6x1, aplicando regimes mais flexíveis e folgas estendidas em suas próprias empresas de mídia e tecnologia.

Grupo DPSP (Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo): um dos maiores conglomerados farmacêuticos do país (setor tradicionalmente dependente do regime 6x1), o grupo iniciou a transição antecipada de suas equipes de loja, relatando ganhos significativos na retenção de talentos.

Rede H&M (no Brasil): a gigante varejista de moda de origem sueca já estruturou suas operações em solo brasileiro com o formato 5x2 em filiais de São Paulo e centros logísticos em Extrema (MG), bem antes da promulgação da emenda.

Setor de hotelaria de luxo (Copacabana Palace e Palácio Tangará):

O Copacabana Palace (RJ) alterou a escala para 90% dos seus cerca de 600 funcionários.

O Palácio Tangará (SP) fez um aporte anual estimado em R$ 2 milhões para contratar 27 novos colaboradores, saltando de 65 para 104 folgas anuais por trabalhador antes da PEC.

Vale: a mineradora multinacional se antecipou ao Congresso, abolindo a escala 6x1 e migrando cerca de 56 mil funcionários para a jornada 5x2 de 40 horas semanais.

Loggi: a gigante do setor de logística testou a escala de cinco dias trabalhados em seus turnos no centro de distribuição de Cajamar (SP). O resultado prático foi a queda na taxa de absenteísmo (faltas) de 12% para 8%.


2. Casos que foram além: da 6x1 direto para a semana de 4 dias (4x3)

Além da escala 5x2, algumas empresas brasileiras participaram de projetos-piloto globais coordenados pela organização 4 Day Week Global, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Elas adotaram o modelo de 4 dias de trabalho por 3 de folga (sem redução de salário):

Empresa | Setor | Impacto relatado


CNC aciona STF para adiar fim da escala 6x1

Confederação pede que a primeira etapa da transição gradual para a nova escala de trabalho seja adiada para o ano que vem (1).

Vai ser o primeiro Natal e Ano Novo que o trabalhador da 6x1 vai poder curtir com a família e os amigos. CNC, vocês não vão querer estragar a festa da rapaziada!

Em tempo: se você gostou desta matéria, divulgue, pois os donos dos aplicativos nas redes sociais me colocaram numa bolha e fico falando para meia dúzia das mesmas pessoas! Você pode furar essa bolha! 

Fonte: 1 - https://www.infomoney.com.br/politica/cnc-aciona-stf-para-adiar-fim-da-escala-6x1/

2 - https://www.google.com/search?q=Quem+%C3%A9+o+autor+da+proposta+do+fim+do+6X1&rlz=1C1OZZY_enBR1184BR1184&oq=Quem+%C3%A9+o+autor+da+proposta+do+fim+do+6X1&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIHCAEQABjvBTIHCAIQABjvBTIKCAMQABiABBiiBDIHCAQQABjvBTIHCAUQABjvBdIBCTMyMDUwajBqNKgCALACAA&sourceid=chrome&source=chrome.ob&ie=UTF-8

3 - https://www.cut.org.br/noticias/flavio-diz-apoiar-fim-da-6x1-mas-promete-rever-lei-se-for-eleito-aponta-folha-c69f

4 – Correção da matéria: https://chat.deepseek.com/a/chat/s/3e0b95a0-56e9-4fbd-9240-23637aac82b7

Rio de Janeiro 04 de novembro de 2026.

 Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um depósito diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo abater no imposto de renda, elas estão listadas em http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html 

Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.

Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023, pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar Anhanguera.

 Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em: https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/

 (Esse relato pode ser reproduzido livremente)

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