Por Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindipetro-RJ e ex-coordenador da Federação Nacional dos Petroleiros – FNP.
Os petroleiros pagam 40% do salário de forma vitalícia (4),
mas mais de 10 petroleiros se suicidaram até 2019 (3). A direção da Petrobrás diria,
mas eu não sou coveiro, como falou Bolsonaro sobre os mortos na Covid (2).
Muitos trabalhadores recebem contracheque zerado (5) e ainda ouvem a sugestão:
peguem empréstimo na Petros para recompor o salário!
O Conselho da Petrobrás aprovou R$ 20 bilhões em dividendos
extraordinários. Do montante total, R$ 15,6 bilhões foram aprovados como
dividendos intermediários (1).
Fruto do lucro produzido pelos petroleiros a empresa paga dividendos
extraordinários, que são aqueles que a Petrobrás não tem obrigação de pagar,
mas, ainda assim, pagou R$ 20 bilhões.
Nós, petroleiros da Petrobrás, estamos vinculados ao plano de
Benefício Definido – BD. Nesse plano, se houver déficit no fundo de pensão, a
responsabilidade é do patrocinador, no nosso caso, a Petrobrás. Pois bem:
surgiu déficit no fundo de pensão Petros e quem está pagando são os
trabalhadores petroleiros.
Para resolver o problema do equacionamento dos déficits, a
Petrobrás está propondo a migração do plano previdenciário BD, cuja
responsabilidade pelos déficits é da Petrobrás, para um plano de Contribuição
Definida – CD, que isenta a Petrobrás dessa responsabilidade.
O mais grave é que o Fórum dos Trabalhadores da Petros, do
qual fazem parte a FUP e a FNP, sustenta essa posição. Veja o que diz o informe
da Federação:
21ª Nota do Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da
Petros sobre os Equacionamentos dos Planos Petros do Sistema Petrobrás (6).
“…Enquanto esses grupos propagam falsas narrativas de
soluções inexistentes e atacam vilmente qualquer avanço, inúmeros aposentados
falecem vítimas da injustiça dos PEDs, sem desfrutar da melhoria de vida que
uma solução real traria. Tal postura, além de desumana e egoísta, é
criminosa...”
Para o Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da
Petros, a solução que apresentamos — com a Petrobrás pagando o que deve — são
“falsas narrativas de soluções inexistentes”.
O grito de indignação do saudoso Martin Luther King Jr. cai
como uma luva na situação dos petroleiros:
“O que me assusta não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons!”
Em tempo: estou suspenso no Facebook porque, segundo eles, minha matéria não contempla os interesses da comunidade. Recorri ao MPF. Entendo que qualquer matéria tem que ser respaldada pela Constituição Federal de 1988, quanto ao direito à liberdade de expressão. E quanto ao “interesse da comunidade”, estou me lixando (7)!
4 -
https://diariodopoder.com.br/politica/equacionamento-do-petros-faz-beneficiarios-pagarem-ate-40-do-salario
7 - https://emanuelcancella.blogspot.com/2024/09/emanuel-cancella-denuncia-ao-mpf-do.html
Rio de Janeiro 17 de janeiro de 2026.
Em tempo, se você quiser e puder me ajudar, faça um depósito
diretamente na conta de uma dessas entidades filantrópicas, podendo abater no
imposto de renda, elas estão listadas em
http://emanuelcancella.blogspot.com/2020/07/aviso-importante.html
Pode ajudar por pix, é o que estou fazendo. No RJ, pode
solicitar a presença de um mensageiro que irão buscar a doação.
Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, em abril de 2023,
pós graduado em Direito Constitucional, pela Universidade Pitágoras Unopar
Anhanguera.
Ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor
do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP ,
ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra
Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em:
https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1519072214-livro-a-outra-face-de-sergio-moro/
(Esse relato pode ser reproduzido livremente)
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